Equipe do Museu Parque Histórico de Carambeí participou de Oficina de Preservação e Conservação

O Setor de Acervos do Museu Parque Histórico de Carambeí (MPHC) realizou uma oficina de conservação e preservação para os funcionários dos setores Educativo e Cultural, Comunicação e Recursos Humanos. A atividade foi organizada com o objetivo de apresentar à equipe o trabalho desenvolvido e o zelo com as peças que integram o patrimônio material da instituição museológica.
Os participantes do curso conheceram a complexidade do trabalho de conservação, manipularam as peças, identificaram danos, estabeleceram a estratégia de conservação. Tiveram contato com a documentação que envolve esse acervo.
“Durante a atividade, a equipe realizou o processo de higienização de objetos tridimensionais, o que possibilitou a compreensão do impacto que fatores como poeira, umidade, pragas ou manuseio inadequado têm na conservação. Além de aplicar técnicas, discutimos como cada decisão, desde a escolha do material usado até o modo de registrar uma intervenção, envolve responsabilidade, critério técnico e compromisso com a história que aquele item representa”, descreve Karen Barros, historiadora e coordenadora do Setor de Acervos do MPHC.

Ana Caroline Mika, coordenadora do Setor Educativo e Cultural, conta que no seu dia a dia apresenta ao público a história contada no Museu. A vivência fará com que ela e sua equipe valorizem a preservação do acervo institucional. “Creio que esse contato enriqueceu a visão que os mediadores têm do trabalho do Setor de Acervos e reforçou a importância do nosso cuidado com os objetos e do trabalho de educação patrimonial que fazemos diariamente com os visitantes”.
Barros destaca que a iniciativa foi primordial para que a equipe compreenda que o trabalho desenvolvido em seu Setor está conectado a todos os setores e atividades realizadas no Museu. “Essa experiência é importante porque quebra a ideia de que conservação é só uma tarefa técnica. Ao contrário, é uma parte essencial da missão do Museu, que afeta diretamente o trabalho de quem cria exposições, realiza ações educativas e se comunica com o público. Preservar é garantir que o que está ali possa continuar sendo visto, estudado e vivido”.
Nicolle Greskiv, estagiária do Setor de Recursos Humanos, teve sua primeira experiência com o acervo do Museu durante a oficina. “O aprendizado sobre o funcionamento do Setor de Acervos, o trabalho desenvolvido nos bastidores do Museu, o contato com o acervo institucional e os obstáculos que precisam ser vencidos para a preservação foi extremamente valioso”, destaca

O Museu Parque Histórico de Carambeí passou por um processo de reestruturação técnica, o Setor de Acervos foi reorganizado. Felipe Zainedin, que atuou como estagiário no Setor de Acervo em 2015, deixou o Museu para seguir carreira em outra área. Atualmente, ele faz parte da equipe do Setor Educativo e Cultural e compartilha sua experiência com a oficina e as mudanças que percebeu nas atividades desempenhadas pela equipe.
“Percebi o progresso do Setor de Acervos na sua profissionalização, tanto na elaboração de uma Política de Acervos quanto na administração desses, utilizando técnicas e produtos para a conservação preventiva e a atividade de preservação, mantendo-se atualizado com o que há de mais moderno e contemporâneo na museologia. Esta evolução resultou numa total adequação aos interesses e propósitos da instituição museal, bem como uma completa conformidade com a legislação que regula a conservação e preservação de documentos de valor histórico”, afirma Zainedin.
O propósito da oficina não foi capacitar técnicos para trabalhar no Setor de Acervos, mas esclarecer as razões pelas quais a equipe solicita que não sejam manuseadas as peças expostas, permitindo que todos compreendam as razões por trás de cada orientação e restrição para a proteção do acervo do Museu.

“Ter acesso e a oportunidade de atuar por um momento em um espaço tão delicado do Museu foi algo único! Tudo o que aprendi levarei para as minhas mediações e monitorias, e me sinto mais preparada para compartilhar com os visitantes os cuidados e processos pelos quais os objetos passaram. A partir de agora olharei para cada peça em exposição com ainda mais respeito, lembrando de todo o trabalho minucioso envolvido para que ela pudesse estar ali”, afirma Mariana Cordeira, integrante do Setor Educativo e Cultural do Museu.
A Oficina de Conservação e Preservação poderá ser reformulada para se adequar a diferentes perfis de grupos e pode ser adaptada para atividades de educação patrimonial. “Mostrar os bastidores da conservação é uma forma de fortalecer a relação das pessoas com o patrimônio e dar sentido ao trabalho que a gente faz aqui dentro todos os dias”, finaliza Karen.

